25/02/2019

Coren-PI participa de audiência pública no MPPI para tratar sobre problemas do Hospital Infantil Lucídio Portela

O Conselho Regional de Enfermagem do Piauí (Coren-PI) representado pela

O Conselho Regional de Enfermagem do Piauí (Coren-PI) representado pela presidente Tatiana Maria Melo Guimarães e pela fiscal Dra. Amparo Castro, participou recentemente, de uma audiência pública na sede do Ministério Público do Estado do Piauí (MPPI) para tratar sobre a necessidade de reforma e melhoria dos serviços no Hospital Infantil Lucídio Portela (HILP), em Teresina, que desde 2018 vem passando por vistorias e fiscalizações.

Dentre os problemas apresentados, os principais são: a precariedade das instalações do hospital e a deficiência no número de profissionais, como enfermeiros e funcionários para a limpeza do local; bem como a falta de medicamentos e insumos que dificultam e comprometem o atendimento e tratamento das crianças.

Tatiana Guimarães, presidente do Coren-PI, falou sobre a necessidade urgente de contratação de mais profissionais de enfermagem, bem como a aquisição de insumos que estão em falta. “O hospital atende crianças que precisam de cuidados, na sua grande maioria, semi-intensivos. Cuidados intermediários que exigem horas de enfermagem, horas trabalhadas e lá não tem profissionais suficientes para prestar esses cuidados, considerando o dimensionamento da instituição. Então essa ausência sobrecarrega muito a equipe e a consequência disso é uma assistência de má qualidade”, disse ela.

Além disso, a estrutura física como um todo está deteriorada, o que prejudica também a assistência e coloca em risco a vida das crianças e de seus acompanhantes. “Tanto o paciente como o acompanhante ficam em uma enfermaria sem ter a adequada acomodação e isso atrapalha na sua recuperação. Esperamos que o Estado tome providências, se não teremos que tomar medidas drásticas, o que o Conselho não quer fazer”, afirmou Tatiana.

O promotor de justiça Eny Marcos, que presidiu a audiência, ressaltou que alguns avanços foram feitos, como a retirada de equipamentos dos corredores e a mudança de um local de triagem que ficava em um ambiente insalubre. Na reunião, continuou a ser cobrado um prazo para execução da reforma que foi prometida e um plano de ação para a obra. Além disso, o promotor estabeleceu novos prazos para que alguns problemas sejam solucionados.

Vinicius Pontes, diretor do Hospital, assegurou que os recursos para as obras estão garantidos, mas não pôde informar um prazo para início da reforma. “Os passos seguintes que temos que seguir e respeitar por questões legais é a autorização pela Controladoria Geral do Estado (CGE), de realizar um aditivo no contrato de gestão entre a Sesapi e a Fundação Hospitalar, já que é essa que gere o hospital e é por lá que tem que ser feita a licitação para execução dessas obras”, complementou Vinícius Pontes.

 




  • BannerLateral30horas-207x114
  • BannerLateralSaudeEvidencias-207x114
  • e-dimensionamento-207x117