02/04/2020

Coren-PI fiscaliza 26 instituições de saúde e avalia condições de trabalho dos profissionais em ação contra a COVID-19

O Conselho Regional de Enfermagem do Piauí (Coren-PI) vem trabalhando

O Conselho Regional de Enfermagem do Piauí (Coren-PI) vem trabalhando intensamente no monitoramento das condições de trabalho dos profissionais de Enfermagem que estão atuando no enfrentamento à pandemia do novo coronavírus.

Até o dia último dia 31 de março, 26 instituições foram vistoriadas pela equipe de fiscalização do Conselho, in loco ou de maneira remota com as devidas comprovações. As inspeções já aconteceram nos municípios de Teresina, Parnaíba, Picos, Floriano e São Raimundo Nonato. Em abril, as ações continuam e o objetivo da autarquia é inspecionar 72 instituições de saúde, além de averiguar todas as denúncias recebidas.

Em visita à Maternidade Dona Evangelina Rosa, na última quarta-feira (01), a equipe do Coren-PI avaliou o processo de instalação de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) Materna exclusiva para tratamento de possíveis pacientes infectadas com o novo coronavírus. Foi constatado que a unidade de saúde dispõe do número necessário de Equipamentos de Proteção Individual (EPI). No entanto, os fiscais concluíram que a maternidade ainda precisa evoluir, especialmente em relação ao fluxo de atendimento, medidas de isolamento, enfermarias e leitos de UTI específicos para tratamento de pacientes infectados com o vírus, além de capacitar os profissionais de saúde para o combate à pandemia.

O cenário é parecido nas demais instituições de saúde visitadas pelo Coren-PI. Por enquanto, todos os estabelecimentos fiscalizados possuem EPI suficientes e condições mínimas de trabalho. No entanto, poucos hospitais dispõem de fluxo exclusivo para pacientes.

De acordo com a presidente do Coren-PI, Tatiana Melo, os profissionais de Enfermagem temem pela falta de organização nos hospitais. “O maior temor dos nossos profissionais é que os hospitais não estão se organizando com relação ao fluxo de atendimento, na definição, por exemplo, de locais de entrada específicos para pacientes infectados com a Covid-19 e para os profissionais que estão atuando nestes casos. Isso é tão importante quanto a disponibilidade de EPI”, alerta.

Tatiana Melo explica que, como não há ainda uma demanda muito grande de pacientes infectados, os equipamentos ainda estão suprindo as necessidades. “A preocupação é que o estoque não dure muito tempo, caso a quantidade de casos aumente muito rápido”, pontua a presidente do Coren-PI.




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